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Viagens Ecológicas e Culturais é a primeira coleção com padrão internacional sobre pólos ecoturísticos brasileiros. Fruto de 25 meses de acurada pesquisa e árduo trabalho de campo, o volume Ilhabela representa o mais completo e preciso inventariado da oferta turística e das potencialidades deste arquipélago. 

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Uma das maiores tragédias marítimas da história.

Orgulho da marinha espanhola, luxuoso transatlântico a vapor com 150,8 metros construído com a melhor tecnologia de sua época, o “Titanic brasileiro” fazia a rota Barcelona–Buenos Aires.

Passageiros dormiam e a banda tocava suas últimas marchinhas de carnaval, quando um raio clareou a Ponta da Pirabura diante do Capitão José Lotina. “É terra?”, desesperado ordenou “toda a força à ré”, mas seu destino estava selado, o casco rasgou e as caldeiras explodiram.

Ao contrário do Titanic que afundou em 2h40, o maior naufrágio do país ocorreu em 5 minutos.

Sobreviventes perambularam dias pela mata e centenas de corpos se espalharam pelo litoral, muitos enterrados na praia da Serraria.

Uma lista apontou apenas 654 passageiros, mas o número era bem maior, nas 5 viagens anteriores o Astúrias levou de 1.400 a 1.800 passageiros (podia levar até 1.890) e rumores sugerem que ele estava lotado, com uns mil clandestinos fugidos da 1º Guerra Mundial.

Com apenas 177 sobreviventes, supõe-se que mais de mil pessoas morreram e que o número de mortes pode ter sido superior ao naufrágio do Titanic.

Provavelmente a tragédia ocorreu por erro de navegação agravado pelo mau tempo, mas as teorias vão de um “desvio de bússola” pelo magnetismo da Ilha, uma lucrativa conspiração entre a tripulação, até a ideia de que o navio foi perseguido pelo cruzador inglês Glasgow.

Para aumentar o mistério: o navio fez um misterioso ziguezague entre as ilhas do Arquipélago (fora de sua rota), um sobrevivente disse que o navio parou para arrumar a carga (a poucas horas de Santos), um caiçara o teria visto junto a outro navio, a Marinha perdeu os relatos dos sobreviventes em um incêndio, um rasgo no casco (de 44 m) estaria bem acima do ponto de colisão com a Laje da Pirabura (sugerindo um abalroamento) e detectores de metal não apontaram vestígios na laje.

A razão da especulação, a valiosa carga do Astúrias: 11 toneladas de ouro, mais 40 milhões de libras esterlinas em ouro, milhões em várias moedas, 4.579 toneladas de matéria prima (cobre, chumbo, estanho, vanádio, etc.), âncoras e hélices de bronze (91 t), estátuas de bronze (9 t), etc.

A ganância gerou grandiosas expedições de caça ao tesouro, que além de pouco lucrativas ainda destruíram um patrimônio com suas dinamites.

O maior tesouro resgatado foi uma estátua de bronze de 800 kg que iria compor o Monumento de los Españoles – um bem de Ilhabela que infelizmente está na Marinha do Rio de Janeiro.

Os destroços se estendem por 180 metros e algumas partes encobertas às vezes aparecem.

O Astúrias é um dos mergulhos mais difíceis e perigosos do país, com logística complexa, difícil acesso e águas nervosas - ondas grandes, fortes correntes e visibilidade geralmente “no tato”. Além do risco de cortes e enroscos, algumas “nuvens ferruginosas” são tóxicas. Mergulhadores ainda afirmam ouvir gritos e gemidos.

 

Localização: Ponta da Pirabura (23º 56’ 43.20” S e 45º 13’ 39.60” O).

Condições de fundeio: apenas com mar calmo.

Profundidade: 18 a 42 m.

Visibilidade: 0 a 2 m.

Nível: Avançado.

Data do sinistro: 05/03/1916.

Estado: Desmantelado.

OBSERVAÇÕES: 1- a causa e os números da tragédia divergem entre historiadores; 2- a localização pode variar conforme o número de satélites captado ou o Datum de cada GPS; 3- saquear “suvenires” deste bem não-renovável é destruir parte da história.

| príncipe de astúrias

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